A expressão "10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva" se refere a uma estimativa divulgada em 2019 pelo Instituto Locomotiva e pela Semana da Acessibilidade Surda. Ela dimensiona brasileiros com algum tipo de perda auditiva, incluindo graus e perfis diferentes. Para dados oficiais do IBGE, os recortes mais citados são o Censo 2010, com 9,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva, e a PNS 2019, com 2,3 milhões de pessoas com muita dificuldade ou incapacidade de ouvir.
Fonte: Instituto Locomotiva/Agência Brasil; IBGE Censo 2010; IBGE PNS 2019
O que o número significa?
O dado de 10,7 milhões é usado para mostrar que a deficiência auditiva não é um tema de nicho. Ele aponta para uma população ampla, formada por pessoas surdas sinalizantes, surdos oralizados, pessoas ensurdecidas, usuários de aparelhos auditivos, idosos com perda adquirida e pessoas com diferentes graus de dificuldade para ouvir.
Por isso, o número deve ser lido como uma estimativa de escala social. Ele não equivale automaticamente à quantidade de usuários de Libras, nem à quantidade de pessoas culturalmente identificadas como Surdas.
Por que há diferença entre os dados?
Os números variam porque as pesquisas não medem exatamente a mesma coisa. O Censo 2010 do IBGE investigou deficiência auditiva por graus de dificuldade, incluindo pessoas com alguma dificuldade, grande dificuldade e incapacidade de ouvir. Já a PNS 2019 adotou um recorte funcional mais restrito para classificar deficiência auditiva: pessoas que declararam muita dificuldade ou que não conseguiam ouvir de modo algum.
O levantamento de 10,7 milhões, por sua vez, foi divulgado pelo Instituto Locomotiva em parceria com a Semana da Acessibilidade Surda. A diferença metodológica é central: comparar os números sem explicar o recorte pode gerar erro editorial.
Forma recomendada de citar: "Segundo levantamento do Instituto Locomotiva e da Semana da Acessibilidade Surda, o Brasil tinha 10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva; em dados oficiais do IBGE, o Censo 2010 registrou 9,7 milhões e a PNS 2019 registrou 2,3 milhões com muita dificuldade ou incapacidade de ouvir."
O que o IBGE mostrou sobre Libras?
A PNS 2019 investigou pela primeira vez o uso da Libras. Entre pessoas de 5 a 40 anos com deficiência auditiva no recorte de muita dificuldade ou incapacidade de ouvir, 22,4% sabiam usar Libras. Entre aquelas que não conseguiam ouvir de forma alguma, o percentual foi de 61,3%.
Esse dado é relevante porque mostra a diversidade comunicacional da população surda e com deficiência auditiva. A Libras é indispensável para a comunidade surda sinalizante, mas políticas de acessibilidade precisam também considerar legendas, atendimento visual, linguagem simples, tecnologias assistivas e desenho de serviços sem barreiras.
Impacto para acessibilidade audiovisual
Quando uma empresa publica vídeos sem janela de Libras ou LSE, ela não deixa de atender apenas um grupo pequeno. Ela restringe o acesso a informação, educação, cultura, saúde, trabalho e consumo para milhões de brasileiros com necessidades comunicacionais distintas.
- Libras: atende principalmente pessoas surdas sinalizantes e respeita sua língua natural.
- LSE: atende pessoas surdas e ensurdecidas que leem português, incluindo identificação de falantes e sons relevantes.
- Atendimento bilíngue: reduz barreiras em saúde, educação, serviços públicos e atendimento ao cliente.
- Design visual acessível: melhora compreensão para pessoas que dependem de informação visual clara.
Relação com envelhecimento e saúde auditiva
A perda auditiva aumenta com a idade. A PNS 2019 registrou 1,5 milhão de pessoas de 60 anos ou mais com deficiência auditiva no recorte de muita dificuldade ou incapacidade de ouvir. A OMS projeta que, até 2050, quase 2,5 bilhões de pessoas no mundo viverão com algum grau de perda auditiva, e pelo menos 700 milhões precisarão de cuidados auditivos e reabilitação.
No Brasil, isso reforça a urgência de prevenção, diagnóstico, acesso a aparelhos, implantes quando indicados, fonoaudiologia, Libras, legendas e comunicação acessível.
Prompt editorial para criar o termo
Use este prompt como base para gerar variações do verbete em outros formatos, como post de blog, roteiro de vídeo ou card educativo.
Prompt sugerido
Crie um verbete de glossário, em português do Brasil, para o termo "10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva no Brasil". Explique que o número vem de levantamento do Instituto Locomotiva e da Semana da Acessibilidade Surda divulgado em 2019, não de um dado direto do IBGE. Compare com os dados oficiais do IBGE: Censo 2010 registrou 9,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva; PNS 2019 registrou 2,3 milhões de pessoas com muita dificuldade ou incapacidade de ouvir. Explique por que os números diferem por metodologia e recorte. Conecte o tema a Libras, LSE, janela de Libras, acessibilidade audiovisual, envelhecimento populacional e direitos comunicacionais. Use tom claro, respeitoso e didático, evitando afirmar que todos os 10,7 milhões são usuários de Libras ou culturalmente Surdos. Inclua definição curta, contexto, exemplos de uso correto, perguntas frequentes e fontes.