Em uma edição das Paralimpíadas com 234 atletas brasileiros, nenhum competidor era surdo ou tinha deficiência auditiva. Você sabe por quê? A resposta é simples: surdoatletas têm uma competição mundial só deles, a Surdolimpíada (Deaflympics, em inglês).
A explicação
Entenda
As modalidades esportivas para surdos não dependem de adaptações por condições físicas ou intelectuais. A barreira, no caso, é linguística. Por isso, os atletas competem entre si sem a necessidade de intérpretes, e têm uma competição específica.
Regras e adaptações
Para participar, os atletas precisam ter perda auditiva de pelo menos 55 decibéis nos dois ouvidos, e não podem usar aparelhos auditivos durante as provas, garantindo as mesmas condições para todos. Com uso exclusivo de línguas de sinais, as marcas das modalidades mudam da sinalização sonora para a visual: no lugar de apitos, usam-se bandeiras, por exemplo.
Uma história centenária
A Surdolimpíada ocorre a cada quatro anos e é o evento multiesportivo mais antigo depois dos Jogos Olímpicos, registrado pela primeira vez em 1924, em Paris. Desde 1955, o Comitê Internacional de Esportes para Surdos (ICSD) é a entidade máxima do esporte surdo, não filiado ao COI nem ao Comitê Paralímpico Internacional, justamente para desenvolver melhor as atividades específicas.
A 24ª edição das Surdolimpíadas marcou a primeira vez do evento em um país da América Latina, com a previsão de mais de 100 países e milhares de surdoatletas em 21 modalidades.
Perguntas frequentes
Por que surdos não competem nas Paralimpíadas?
O que são as Surdolimpíadas?
Atletas surdos podem usar aparelhos auditivos nas provas?
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