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Acessibilidade · Guia

4 dicas para ser mais inclusivo na internet

São 14,4 milhões de brasileiros com deficiência, segundo o Censo 2022. Navegar deveria ser para todos, e quatro práticas simples já tornam seu conteúdo muito mais acessível.

Por Jéssica Rodrigues Publicado em Atualizado em 3 min de leitura

Para milhões de brasileiros, o simples ato de navegar na internet é um desafio. No Censo 2022, o IBGE contou 14,4 milhões de pessoas com deficiência, 7,3% da população, com deficiência visual, motora, auditiva ou intelectual. Usar ferramentas de acessibilidade é uma questão de cidadania: como sociedade, devemos promover a inclusão em vez de excluir um grupo por suas características.

Separamos quatro práticas que ajudam a levar o seu conteúdo a todas as pessoas.

1. Faça audiodescrição

Ilustração de uma tela com imagem e texto descritivo sobre uma caixa de som
A audiodescrição transforma o visual em verbal para quem não enxerga.

A audiodescrição transforma o visual em verbal para que pessoas cegas ou com baixa visão acompanhem o conteúdo, dando acesso à cultura e à informação.

2. Use texto alternativo

Ilustração de uma página com imagens e suas descrições em texto alternativo
O texto alternativo descreve a imagem para leitores de tela.

Literalmente, descreva a imagem. O texto alternativo explica a quem usa leitores de tela o que está presente em uma imagem. Ele não aparece na publicação para todos, mas torna a mensagem acessível a quem precisa.

3. Legende seus vídeos

Ilustração de um reprodutor de vídeo com legenda na parte inferior
A legenda inclui pessoas surdas e ensurdecidas que compreendem o português.

A legenda é um recurso de inclusão para pessoas surdas ou ensurdecidas que compreendem o português, funcionando de forma parecida com a experiência de um ouvinte que acompanha um vídeo em outra língua com legenda.

4. Inclua janela de Libras

Ilustração de um reprodutor de vídeo com janela de Libras no canto
A janela de Libras alcança quem é alfabetizado em língua de sinais.

Muitos surdos não são alfabetizados em português e dependem da Libras para entender conteúdos. Mesmo para os oralizados, acompanhar a legenda pode tirar a atenção do vídeo. A inclusão da janela de Libras é um direito previsto em lei.

Na prática

Audiodescrição, texto alternativo, legenda e janela de Libras se complementam: juntos, cobrem diferentes públicos e tornam seu conteúdo acessível de verdade.

Créditos e referências

Texto: Jéssica Rodrigues, com informações do IBGE (via CNN Brasil) e da Lei Brasileira de Inclusão.

Perguntas frequentes

O que é audiodescrição?
É a tradução do conteúdo visual em palavras, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão acompanhem imagens, vídeos e cenas.
Texto alternativo e legenda são a mesma coisa?
Não. O texto alternativo descreve imagens para leitores de tela (público com deficiência visual); a legenda transcreve o áudio de vídeos (público surdo ou ensurdecido que lê português).
Legenda substitui a janela de Libras?
Não. A legenda atende quem domina o português; a janela de Libras é necessária para quem é alfabetizado em língua de sinais.
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