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Tecnologia & Acessibilidade

Inovação: o caminho para avançar em acessibilidade

O público surdo tem grande força de mercado, mas ainda é pouco explorado pelas empresas brasileiras. Para a LIBRAS.SE, a inovação é o caminho para mudar isso.

Por Jéssica RodriguesPublicado em Atualizado em 3 min de leitura
Equipe trabalhando na produção de vídeos acessíveis em Libras

Celebrado toda terceira quinta-feira de maio, o Dia Global de Conscientização sobre Acessibilidade foi criado para focar a atenção da sociedade nesse tema tão importante. E ele segue urgente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 16% da população mundial, 1,3 bilhão de pessoas, tem alguma deficiência, proporção que vem subindo com o envelhecimento e o aumento das condições crônicas de saúde. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, do IBGE, apontou 17,3 milhões de pessoas com deficiência, 8,4% da população; quase metade (49,4%) era de idosos.

Para Luis Gustavo Debiasi, CEO e fundador da LIBRAS.SE, esse público tem grande força de mercado, mas ainda é pouco explorado pelas empresas brasileiras. Sua startup trabalha especificamente com a pessoa com deficiência auditiva, um público de até 10,7 milhões de pessoas no país, segundo o Instituto Locomotiva (2019).

"É importante incluir todo mundo na conversa", diz o CEO. Em 2022, a LIBRAS.SE traduzia vídeos para Libras em 24 horas por meio de uma plataforma digital; hoje, a entrega pode sair em até 1 hora.

Na prática, os clientes, em sua maioria produtoras de vídeos institucionais, enviam o conteúdo pelo site, que chega aos tradutores parceiros. Eles filmam a tradução remotamente e o trabalho volta já enquadrado no vídeo original, pronto para veiculação.

Debiasi compara a relevância desse trabalho com a dublagem de filmes estrangeiros. "Assim como nem toda a população aprecia assistir a filmes legendados, a tradução para Libras é fundamental para aproximar a mensagem de quem a recebe. O tradutor consegue incluir expressões faciais e entonação que o texto escrito não é capaz", afirma.

Além de produzir a tradução de forma cada vez mais ágil, o principal desafio do segmento, para ele, é a mudança cultural. "É preciso fazer as pessoas entenderem que somos diferentes e que isso é uma característica positiva. Incluir todo o público nos processos de comunicação é fundamental: a gente sempre precisa pensar em como o outro está recebendo a mensagem."

Créditos e referências

Texto: Jéssica Rodrigues, com informações do blog InovAtiva, da OMS, do IBGE (via CNN Brasil) e do Instituto Locomotiva (via Brasil 61).

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